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Conversamos com o rapper Mema Fita, um dos finalistas na categoria melhor Banda!

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Mema Fita, finalista que se apresentou no IX Encontro Paulista de Hip Hop. Para votar nele, clique aqui!

Conte um pouco pra gente um pouco da sua trajetória :)

Sou Antônio Ribeiro de Carvalho Neto, vulgo Mema Fita. Músico, compositor e cantor, 25 anos, nascido em Lima, Peru, residente da zona sul de São Paulo, Capão Redondo. Com Influências de Notorious B.I.G, Fu-schnickens, Mc Lyte, Guru, Cypress Hill, Jorge Ben Jor, Bebeto, Jorge Veiga, Tim Maia, Planet Hemp, entre outros, construo minha história musical rodeado de boas influências, que inspiram na construção de músicas que abordam diversos temas, desde mensagens de paz, amor e fé a reivindicações socioculturais, militantes, protestante/ativista. Em 2014, lancei meu primeiro trabalho intitulado “aMemaFitaMixada”, produzido no Estúdio Bocada Forte, em parceria com o Dj Nando BF (Fernando Fonseca).

A repercussão do trabalho, trouxe a grande oportunidade de um convite para apresentar o projeto no programa Manos e Minas, da TV Cultura, a maior referência do Rap Nacional na televisão brasileira e infelizmente uma das únicas até hoje. Em consequência de muito esforço, alcançamos o concurso do Festival Clipes e Bandas, onde tivemos a chance de abrir o show do grupo Rota de Colisão e do rapper Emicida, no Memorial da América Latina.

O quê você acha que foi o diferencial para estar entre os finalistas do Festival? 
Acredito que tenha sido todo um conjunto. Suo a camisa diariamente em prol da minha carreira e, graças a Deus, muitas pessoas, de diversas idades e ideias apoiam, acreditam e torcem por essa vitória, que acaba não sendo só minha. Costumo dizer que meu trabalho é narrar o gueto pra quem está longe dele e informar os que estão dentro. Conto as nossas histórias, reivindico melhorias pros nossos problemas, conto sobre nossas festas, enfim, relato nossa vida com ritmo, fazendo poesia com uma realidade nossa e é natural que a quebrada se identifique. O gueto levou mais essa! A quebrada se vê nas letras, então, acredito que não seja uma conquista minha, e sim nossa... A vitória é do gueto!

Como foi estar no palco do IX Encontro paulista de Hip-hop?
Foi um momento mágico, muito importante pra minha carreira e vida pessoal. 
Pra nós que somos Mc de rua, que o mais próximo do publico é na hora do improviso, na esquina do bar (risos), olhar pra aquele mar de gente, foi perceber que todo esforço valeu e vale a pena e que minha gratificação vem em forma de alegria, amor e satisfação, por mais um trabalho concluído e isso, não há dinheiro no mundo que pague. Momentos como esse, servem de alimento pra prosseguir e não desistir. Desde a recepção da equipe de produção, aos gritos de apoio do público, tudo foi muito lindo. Sentir a vibração de cada um presente, subir no mesmo palco que o Rota de Colisão, uma das grandes referências do Rap Nacional... Realmente, foi um momento inesquecível, me faltam palavras pra expressar tamanha felicidade e gratidão. Foi lindo!

Qual a importância do Festival pra você?
Importância única. Foi um grande degrau pra minha trajetória e muito importante pra mim, afinal, tive a oportunidade de transmitir além da minha mensagem, minha energia e exatamente para o publico alvo, que na sua grande maioria, são os jovens. Mas o mais gratificante mesmo foi ver o Rap presente, ver que o festival enxerga nossa arte como arte e entende que temos e exigimos o nossa vez! O Rap venceu mais uma!