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Conversamos com Vavá Afiouni, do trio Passo Largo, finalista que irá abrir o show para BNegão & Seletores de Frequência!

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Vavá Afiouni,do trio Passo Largo, finalista na categoria "Melhor Banda", que irá abrir o show para BNegão & Seletores de Frequência! Para votar, clique aqui!

Conte um pouco pra gente um pouco da sua trajetória :)
Me chamo Vavá Afiouni e sou músico há mais de 20 anos. Meu principal instrumento é o baixo elétrico e com ele já viajei para diversos países da Europa, África, Estados Unidos, fui também pra Austrália e ainda corri um bom bocado do Brasil. Trabalho exclusivamente com música e já toquei e toco com um monte de gente, tanto da cena popular (Otto, BNegão, Totonho, Escurinho, Clodo Ferreira...) quanto instrumental (Guinga, Bocatto, Gabriel Grossi, Eduardo Neves, Lula Galvão...). 
Eu sou deficiente auditivo, escuto cerca de 40% do convencional, e isso me possibilitou uma "visão" diferenciada da música, o que confere uma certa peculiaridade às minhas composições e jeito de tocar. Estou no meu terceiro disco solo, no nono disco autoral, sem contar enquanto baixista, que aí já se vão uns 30. 
As músicas selecionadas para o Festival fazem parte do meu mais novo disco solo, Os Jet Sambas. Tive a ideia deste trabalho quando fui ao Mali/África, pela segunda vez, há alguns anos, estive duas vezes no Mali e uma na Argélia. Aquele país ferve em música, uma carência em estrutura misturada a uma alegria contagiante, toda aquela experiência somada aos estudos do baixo acústico me fizeram tomar um novo rumo em minhas linhas de pensamento musical. Meus dois primeiros discos autorais são totalmente experimentais, em termos de timbre, arranjos e conceito, já Os Jet Sambas é um disco de canções, claro que elas denotam uma grande influência que tenho de caras como Tom Zé, Itamar Assumpção e Hermeto Pascoal, no entanto a Africanidade veio à tona nesse trabalho, causando suingue e acertividade. 

O quê você acha que foi o diferencial para estar entre os finalistas do Festival? 
É difícil falar na diferença pois isso implica numa comparação com os demais trabalhos, que são todos muito bons, no entanto, como Brasiliense bem vivido em música, entendo que cada cidade ou estado tem sua linguagem própria. Acredito também que o fato de eu trabalhar com muita gente, com uma gama bem vasta de linguagens musicais e estilos - desde bailes de forró, samba, carimbó e música caipira, até o jazz mais porreta e complicado - possibilitam com que minha música evidencie caminhos reconhecíveis e ao mesmo tempo autênticos, além é claro das letras, com as quais sempre me preocupei muito.

Qual é a sua expectativa para abrir o show de BNegão?
O BNegão é um grande artista - já tive o prazer de dividir o palco com ele em duas ocasiões, sendo o baixista de sua banda. O cara tem domínio de palco e de público, ele sabe o que quer e onde pode chegar, tanto ele quanto sua banda, e isso é um poder que todo artista quer para si. 

Qual a importância do Festival pra você?
Concorrer artisticamente é sempre de uma complexidade, mas ser selecionado é sempre bom, né? (risos). Além do que, compartihar com BNegão e Mart'nália na mesma noite, com o público bonito de sampa que se fará presente, será de uma emoção única. A ideia é fazer uma grande apresentação e difundir o trabalho. Nessa noite eu me apresentarei com a banda Passo Largo, que já é um xodó de Brasília e acabou de causar um alvoroço em Olinda e João Pessoa nesse verão, ou seja, estamos prontos pra botar pra derreter SP, vai ser demais!!!!